domingo, 16 de julho de 2017

Ou Santos ou Nada

Deus quer que você seja santo: Ou santos ou nada

Padre Paulo Ricardo
Foto: Wesley Almeida/cancaonova
Hoje (16), é dia de Nossa Senhora do Carmo e quero começar com  a Virgem Maria porque essa pregação vai ser diferente do que eu tinha preparado porque ela nasceu de uma pregação hoje, pela manhã, com Pe Jonas Abib e eu gostaria de trazer pra você o tema desta pregação: Ou santos ou nada!
Deus inspirou Mons Jonas Abib a fazer uma comunidade que fosse um caminho de santidade e eu quero explicar pra você o que é este caminho.
A Canção Nova nasceu do Evangelii Nuntiandi, um documento do Papa Paulo VI: “será pois, pelo comportamento, que a Igreja há de evangelizar”, ou seja, no testemunho de santidade. No mundo atual é necessário evangelizar pelo Espírito Santo.

O que é a santidade?

Ser santo não é simplesmente o “PHN” (Por Hoje Não), este é somente o começo da história. As pessoas baratearam a santidade. Elas acreditam que é só  parar de pecar. Se você parou de pecar, ainda está na estaca zero. Ser santo é amar! Se a Canção Nova vive a santidade, ela precisa amar.
As pessoas acham que só tem dois tipos de pessoa: o pecador e o santo. Mas entre esses dois, existe uma terceira: o “mundano”.
Você viveu o PHN, fez sua primeira conversão. Mas ainda não é a santidade. “Pode parar, pode parar de pecar”; “Pare de se maltratar”, isso é PHN. Pare de ficar doente, mas ainda não é a saúde.A pessoa que sai da UTI precisa de fisioterapia, depois passa a um tratamento mais rigoroso. Todos nós podemos querer a medalha da santidade. Mas PHN é: “saia da UTI”, venha para a saúde.
A Canção Nova é uma escola de santidade e se queremos entrar nela, precisamos entender o que é a Canção Nova e, depois, ser fiel ao que Deus inspirou a Canção Nova. Isso é importante para você que veio ao PHN e para você, membro da Canção Nova, porque você precisa ser fiel ao que você é.
Ainda não somos santos, ainda temos bastante “mundo” dentro de nós. Estamos dentro da Igreja, mas invejamos pela janela lá fora. “tudo o que eu gosto é ilegal, imoral ou chato”, essa é a mentalidade do “mundano”. Ela não está no pecado, mas está com inveja dos pecadores. Essa é a doença dos pecadores. Se peca, vai confessar; caiu, levanta. Vamos em frente! Mas, Deus não quer que você seja bonzinho, Deus quer que você seja santo. Esse é o método Canção Nova.
Um dia, chegou um jovem esbaforido e perguntou a Jesus: “o que eu tenho que fazer para entrar no Reino dos Céus?” E Jesus responde: “PHN”. Não cometer adultério, não matar, não roubar, não levantar falso testemunho. Aí o rapaz disse assim: “Ah, Jesus, eu já vivo o PHN que eu aprendi com o Dunga, lá na Canção Nova”. Aí Jesus diz: Que bom! Você aprendeu com o Dunga? Agora, aprenda com Mons. Jonas Abib. Deixa tudo! Radicalidade! É preciso evangelizar com a vida, com o caminho de santidade.
Você vem se confessar, chora, arrepende-se dos seus pecados, recebe absolvição. Perdoado, você se levanta, tem um ataque cardíaco e morre. Pergunto: “Você acha que esta pessoa está salva?” Sim, está. Pergunto: essa pessoa vai para o céu? Não. Vai para o purgatório, porque não é pecador, mas também não é um santo! Aquele jovem estava na graça, como amigo de Deus, portanto, salvo!
Você ainda não é santo porque seu coração é um coração dividido. Você ama a Deus, mas ama tanto outras coisas. Você é generoso, mas dói abrir a mão. Você é fiel à sua esposa, namorada, mas passa cada tentação na cabeça. Você deixou o mundo, mas dentro do seu coração você olha pela janela invejando o mundo. Isso quer dizer que seu coração é um campo de batalha.
O que é um santo? É aquele que ama a Deus com todo o seu coração, com todo o seu entendimento, com toda a sua alma.
Amar a Deus sobre todas as coisas. De um lado, ter todas as coisas, de outro lado, Deus. E preferir a Deus! O martírio não é para quem quer, é para quem Deus escolhe.

Qual o caminho da santidade?

Mons. Jonas Abib colocou na regra de vida da Comunidade Canção Nova as “5 pedrinhas”:
1) confissão: a confissão coloca você dentro daquilo que os santos chamam de primeira morada. A pessoa ainda não está no caminho da santidade, mas  já está salva. Vai para o purgatório, até se purificar, porque no Céu só entra quem ama a Deus de toda a sua alma, de todo o seu coração e de todo o seu entendimento. Se você não está em estado de graça, se não se confessa há mais de um ano, se você falta à missa aos domingos, se você andou usando métodos anticoncepcionais, se você é casado e usa camisinha, você não está seguindo os mandamentos. Com a sua namorada você vai ser casto, este é o caminho, porque sexo tem a ver com família. Se você não quer ser pai, se você não quer ser mãe, seja casto. Se você bebe para se embriagar, usou drogas,  se você desejou o mal para os outros, quis matar as pessoas – e isso não é somente ter raiva – você está em pecado grave. Você precisa se confessar! Porque você precisa voltar à amizade com Deus.
2) e 3) Eucaristia e Palavra: você precisa comungar todos os dias em estado de graça. Quem está na segunda morada, é porque já tem uma vida de oração  pessoal e comunhão diária. Se você não tem oração pessoal, você não passa para a segunda morada, você não vai ser santo porque você não vai ter força para isso. Não basta comungar, porque tem muita gente que comunga todos os dias, mas nunca será santo. É preciso ter fé! Você não pode comungar sem ter fé. Você precisa crer que é Ele! Se você quer ser santo, a segunda pedrinha que vai te colocar na segunda morada é a Eucaristia. São apenas 15 minutos, você precisa estender isso com a oração pessoal. O padre Jonas colocou na nossa mão a “Bíblia no meu dia a dia”. Existem outros livros de meditação que nos colocam no encontro com o Cristo Ressuscitado. Se você vai crescendo de fé em fé, você, então, está na segunda morada. A santidade, de verdade, é para quem está na quarta morada.
4) Jejum: você precisa se sacrificar. E, além disso, você tem um apostolado. É isso que os membros da Canção Nova são chamados a viver, salvar almas. E, sendo uma companhia de pesca, você vive para os outros. Todo santo precisa ser mãe e pai espiritual, assim, você vai matando o egoísta que há dentro de você, e sem ter tempo para si mesmo, deixando-se devorar pelos irmãos, deixando-se devorar, pelas almas, você chega num ponto que você não consegue mais se purificar. Aí entra Deus! É como uma roupa que já foi lavada muitas vezes, mas ainda precisa ser lavada na água sanitária. Aí sim, você começa a amar de um jeito que você não achava que era capaz de amar.
5) Rosário: A boa notícia é que neste caminho difícil e árduo, existe um elevador, uma escada rolante: É Maria, a “quinta pedrinha”.
Este caminho que Deus inspirou ao padre Jonas há 40 anos não foi inventado por ele. É o caminho da Igreja.  Essa foi a resposta para a crise que a Igreja vivia nos anos 70. Milhares e milhares de sacerdotes deixaram seu ministério, as igrejas estavam se esvaziando. O papa Paulo VI chegou a desabafar  na praça de São Pedro dizendo que “a fumaça de Satanás havia entrado na Igreja”, aí, então, é que ele escreve a “Evangelii Nuntiandi”. Foram os santos que resgataram a Igreja. Não há outro caminho para sair da crise profunda desta “fumaça” que entra na igreja se não abraçarmos a santidade. Por isso, não basta ser “bonzinho”. O único caminho é: ou santo ou santo! Mons. Jonas, quando fundou a Canção Nova, quis fazer uma Comunidade não somente de padres, mas de famílias, padres, jovens para mostrar que em todos os estados de vida, é possível ser santo.
Se a Canção Nova for fiel ao seu chamado, Deus irá usá-la para a salvação das pessoas do Brasil e do mundo. Se a Canção Nova não for fiel ao seu chamado, Deus irá fazer surgir a salvação de outro lugar! Podemos ser instrumentos de Deus para a salvação. É uma maravilha: não precisamos lutar somente para não pecar, mas podemos amar e dar a vida como os grandes santos deram a vida.
Você vai dizer: “eu não tenho força”. É verdade! Mas existe o caminho e eu estou sistematizando o que Deus inspirou a Mons. Jonas Abib, ao papa Paulo VI, a Santa Tereza D’Ávila.  
Você é como um “marido safado”: parou de trair a Deus, mas não quer amar, você só quer parar de trair, você só quer parar de cometer adultério, mas Deus chama você a parar de se rastejar como a serpente, Deus chama você à altura do Amor. Vamos parar com a mediocridade! Seu coração está ardendo porque você sabe: Jesus pegou você. Agora, Ele quer tudo, quer fazer você feliz, e para isso, precisamos entregar tudo! Ou santos ou nada! Esta é a nossa vocação! Igreja, acorda para a tua vocação verdadeira.


https://eventos.cancaonova.com/phn/pregacoes/ou-santos-ou-nada/

sexta-feira, 14 de abril de 2017

José de Arimatéia e Nicodemos


Há pessoas neste mundo confiáveis e úteis enquanto as circunstâncias forem boas, mas, diante dos problemas, parecem tropeçar. Há outras de cujos problemas e perigo parecem brotar o que têm de melhor. Tais pessoas, nessas circunstâncias, mostram-se à altura da situação, demonstrando a coragem que não se tinha visto nelas até então. José de Arimatéia e Nicodemos se enquadram neste último grupo.
O problema era simples: quem enterraria Jesus? Não, não apenas quem o enterraria, mas quem lhe faria o sepultamento respeitável e compassivo de que merecia? Quem cuidaria para que o corpo de Jesus não fosse colocado num sepulcro comum, mas que Jesus estivesse "com o rico . . . na sua morte", como foi profetizado por Isaías (53:9)? Quem colocaria o seu corpo em "um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido ainda posto"? (João 19:41).
A resposta haveria de vir de uma fonte surpreendente. Não seriam os apóstolos, pois a maioria deles estava se escondendo de medo dos judeus (João 20:19). Não seriam as mulheres que o seguiram fielmente, pois não tinham recursos para isso. Seria José de Arimatéia.
José S homem rico e membro proeminente do mesmo conselho que tinha condenado Jesus. José tinha muitas qualidades admiráveis. Ele era um homem justo e bom que esperava o reino de Deus. Ele se destacou entre os seus companheiros para crer em Jesus. Ele não permitiu que nomes como "blasfemo", "samaritano", "enganador" e "poder de Belzebu" o dispusessem contra Jesus. Quando o conselho havia condenado a Jesus, entregando-o a Pilatos para a sentença de morte, José "não tinha concordado com o desígnio e ação" (Lucas 23:51). Havia algo em José, entretanto, que não era bom. Até a época da morte de Jesus, ele tinha sido um discípulo de Jesus, "ocultamente pelo receio que tinha dos judeus" (João 19:38). Ninguém jamais deve se envergonhar de Jesus, independente das circunstâncias. Mas a morte de Jesus e a necessidade de ter um enterro decente trouxeram à tona o melhor de José. "Dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus", diz Marcos (15:43). McGarvey fala acerca do ato de coragem de José: "É estranho que aqueles que não tinham medo de ser discípulos tiveram medo de pedir o corpo do Senhor, mas aquele que teve medo de ser discípulo não temeu fazê-lo" (The Fourfold Gospel, p. 735). É bem possível que José, como Ester, tinha sido elevado ao cargo "para conjuntura como esta" (Ester 4:14).
Nicodemos S chefe dos judeus, fariseu, também membro do conselho. João, em seu relato, teve o cuidado de identificar o Nicodemos que ajudou no enterro de Jesus com o mesmo Nicodemos que antes veio a Jesus "de noite". Nicodemos, como José, tinha muitas qualidades excelentes. Ele tinha estado disposto a ouvir pessoalmente sem depender do que os outros diziam a seu respeito. Ele tinha reconhecido a legitimidade do ensino e do poder de Jesus: "Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus" (João 3:2). Certa vez ele tinha questionado o conselho sobre a indisposição de ouvir Jesus com justiça (João 7:45-52). Nicodemos, porém, como José, não havia confessado abertamente a fé em Cristo. Na morte de Cristo, entretanto, corajosamente uniu-se a José no enterro, Nicodemos fornecendo o ungüento, e José, o túmulo.
Este artigo não pretende depor contra os apóstolos. A coragem, a fé, a lealdade e a dedicação deles tinham superado vários testes. Mas José de Arimatéia e Nicodemos foram aqueles que deram um passo a frente no momento em que os apóstolos falharam. Eles nos são uma inspiração. Os atos deles falam de coragem nas mais difíceis circunstâncias, de ficar de pé e ser útil no momento em que todos estão fraquejando, de mostrar admiração por outra pessoa bem no momento em que ela mais precisa de nós.
Será que José e Nicodemos alguma vez chegaram a professar a fé em Cristo abertamente e se submeter completamente à sua vontade? Não sabemos, mas gostaríamos de pensar que sim. Em caso negativo, a coragem deles nessa única ocasião não será suficiente para a salvação eterna, mas podemos ser gratos por esses dois homens que prestaram um maravilhoso serviço ao nosso Senhor, quando mais ninguém estava disposto a fazê-lo.

-por Bill Hall

Disponível em: http://www.estudosdabiblia.net/a10_12.htm

sexta-feira, 7 de abril de 2017

3 tipos de humildade segundo Santo Inácio de Loyola

A humildade, segundo o criador dos Exercícios Espirituais, é um processo crescente

O primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna.
E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus, Nosso Senhor, de tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas neste mundo ou mesmo que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano.
O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira.
E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem sou propenso a possuir a riqueza mais do que a pobreza, a querer a honra mais do que a desonra, a desejar uma vida longa mais do que uma vida curta, quando as alternativas não afetam o serviço de Deus, Nosso Senhor, nem a salvação da minha alma.
O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita:
É quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória da Sua divina majestade, para imitar a Cristo, Nosso Senhor, e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco por Cristo, que, antes de todos, foi tido como tal, do que “sábio e prudente” neste mundo (Mt 11, 25).

16 razões incríveis para rezar o terço



Os santos da Igreja são nossos grandes mestres na arte de amar a Deus. Reunimos aqui os motivos que São Luís Maria Grignion de Montfort e o Beato Alano de la Roche nos dão para rezar o terço, com base nos benefícios desta oração.
Segundo São Luís Maria Grignion de Montfort, o terço:
1) Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
2) Purifica as nossas almas do pecado;
3) Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;
4) Torna-nos fácil a prática das virtudes;
5) Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;
6) Enriquece-nos de graças e de méritos;
7) Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dividas com Deus e com os homens;
8) Por fim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.
E o Beato Alano de la Roche acrescenta que o Rosário é um manancial e depósito de toda espécie de bens:
9. Os pecadores obtêm o perdão;
10. As almas sedentas saciam-se;
11. Os que choram encontram a alegria;
12. Os que são tentados, a tranquilidade;
13. Os pobres, socorridos;
14. Os religiosos, afervorados;
15. Os ignorantes, instruídos;
16. Os vivos vencem a vaidade, e as almas do purgatório encontram alívio.
E você, está esperando o que para começar a rezar o terço? Aproveite esta maravilhosa fonte de graças!

(Adaptado de Virgem Imaculada)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LINK PARA WEB RADIO TEREBINTO - EM FASE DE TESTES


WEB RADIO TEREBINTO - TESTES

A RADIO DO SANTO ROSÁRIO! 
O ROSÁRIO 24 HRS NO AR!

ACESSE O LINK ABAIXO:





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De Maria, nunca se consegue dizer o suficiente




Todos os dias, dum extremo da terra ao outro, no mais alto dos céus, no mais profundo dos abismos, tudo prega, tudo exalta a incomparável Maria. Os nove coros de anjos, os homens de todas as idades, condições e religiões, os bons e os maus.
Os próprios demônios são obrigados, de bom ou mau grado, pela força da verdade, a proclamá-la bem-aventurada. Vibra nos céus, como diz São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: Sancta, sancta, sancta Maria, Dei Genitrix et Virgo; e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles lhe dirigem a saudação angélica: Ave, Maria…, prosternando-se diante dela e pedindo-lhe a graça de honrá-la com suas ordens.
E a todos se avantaja o príncipe da corte celeste, São Miguel, que é o mais zeloso em render-lhe e procurar toda a sorte de homenagens, sempre atento, para ter a honra de, à sua palavra, prestar um serviço a algum dos seus servidores.
Toda a terra está cheia de sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam como padroeira e protetora em muitos países, províncias, dioceses e cidades. Inúmeras catedrais são consagradas sob a invocação do seu nome.
Igreja alguma se encontra sem um altar em sua honra; não há região ou país que não possua alguma de suas imagens milagrosas, junto das quais todos os males são curados e se obtêm todos os bens. Quantas confrarias e congregações erigidas em sua honra! Quantos institutos e ordens religiosas abrigados sob seu nome e proteção! Quantos irmãos e irmãs de todas as confrarias, e quantos religiosos e religiosas a entoar os seus louvores, a anunciar as suas maravilhas!
Não há criancinha que, balbuciando a Ave-Maria, não a louve; mesmo os pecadores, os mais empedernidos, conservam sempre uma centelha de confiança em Maria. Dos próprios demônios no inferno, não há um que não a respeite, embora temendo.
Depois disto é preciso dizer, em verdade, com os santos:
De Maria nunquam satis… Ainda não se louvou, exaltou, amou e serviu suficientemente a Maria, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço ela merece.
É preciso dizer, ainda, com o Espírito Santo: Omnis gloria eius filiae Regis ab intus – Toda a glória da Filha do Rei está no interior (Sl 44, 14), como se toda a glória exterior, que lhe dão, a porfia, o céu e a terra, nada fosse em comparação daquela que ela recebe no interior, da parte do Criador, e que desconhecem as fracas criaturas, incapazes de penetrar o segredo dos segredos do Rei.
Devemos, portanto, exclamar com o apóstolo: Nec oculus vidit, nec auris audivit, nec in cor hominis ascendit (1Cor 2, 9) – os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Maria, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória. Se quiserdes compreender a Mãe – diz um santo – compreendei o Filho. Ela é uma digna Mãe de Deus: Hic taceat omnis lingua – Toda língua aqui emudeça.
Meu coração ditou tudo o que acabo de escrever com especial alegria, para demonstrar que Maria Santíssima tem sido, até aqui, desconhecida, e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o reino de Jesus Cristo tomarem o mundo, será uma consequência necessária do conhecimento e do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela o deu ao mundo a primeira vez, e também, da segunda, o fará resplandecer.
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São Luís Maria Grignion de Montfort, “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

disponivel em: http://pt.aleteia.org/2016/12/08/de-maria-nunquam-satis/

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quer aprender a rezar com Teresa D’Ávila?











Conheça algumas dicas de oração que esta grande santa e doutora da Igreja nos deixou:
Primeiro, é necessário criar um clima de oração.
É preciso fazer silêncio e nos perguntar: O que devemos fazer para experimentar a alegria da vida em comunhão com o Senhor?
Tem que ficar bem claro para nós o que ficou marcado na espiritualidade Teresiana:
1. Crer que Deus é uma pessoa que nos ama e nos procura. Deixar-se amar por Ele.
2. Tomar uma decisão corajosa, dedicando todos os dias um “tempo” à oração e ser fiéis a este tempo, custe o que custar.
3. Não se preocupar em pensar, refletir, mas em amar, sabendo que o Senhor gosta da nossa presença silenciosa.
4. Dialogar muito com Deus, como fazemos com o maior de nossos amigos.
O método teresiano-carmelitano
Caminhar sozinho é difícil; a ajuda fraterna de alguém que conhece bem o caminho nos conforta, pois faz-nos gastar menos tempo e com menos cansaço chegaremos com mais segurança à meta.
Há vários métodos de oração, assim como há vários métodos para aprender a tocar violão, piano, pintura, dirigir carro, línguas… O importante não é o método, mas sua finalidade.
Os métodos de oração têm como objetivo levar o homem a dialogo com Deus. Os métodos são passageiros, pois uma vez que aprendemos, cada um torna-se método de si mesmo.
No início da vida tudo se aprende. Também os maiores autodidatas tiveram necessidade de olhar para algum modelo e seguir os seus passos.
Seja claro. Teresa d’Ávila não escreveu nenhum método de oração; ela simplesmente relatou com simplicidade e humildade a sua experiência de Deus, através do caminho da oração.
Os Carmelitas e as Carmelitas Descalças, logo depois da morte da “Madre Teresa”, debruçando sobre seus escritos, formularam um método de oração, que foi apresentado pela primeira vez em 1591, estando presente o guia iluminado de Santa Teresa, São João da Cruz.
Em que consiste o método teresiano? – Desde o início desta nossa caminhada temos repetido mais de uma vez que para Teresa, Deus é amor e a oração é amor, é deixar-se amar. Na oração teresiana a afetividade ocupa um lugar de destaque sobre a reflexão intelectual.
No Carmelo vai-se a Deus mias com o coração, com o amor, do que com o esforço da inteligência.
O Carmelita ama através da fé, sem se preocupar demasiadamente em entender ou investigar o que ama. O amor não quer explicações: simplesmente ama. O coração embriagado e seduzido é embalado por uma força misteriosa que o faz delirar e o leva a uma entrega total, incondicionada, ao ser amado.
O método carmelitano-teresiano está alicerçado sobre duas expressões características de Santa Teresa:
– “A oração é um íntimo relacionamento de amizade, um entreter-se à sós com aquele de quem temos a certeza que nos ama”. (V. 8,5)
– “Para progredir no caminho da oração e subir às mansões a que tendemos o essencial não está no muito pensar, mas em muito amar”. (4M. 1,7)
A oração teresiana em sete momentos:
1. Colocar-se na presença de Deus, arrepender-se dos próprios pecados (rezar, confessar, fazer um ato penitencial), pedir a Deus a luz do Espírito Santo para que nos seja concedida a graça de encontrar-nos com o Senhor.
2. Leitura de um bom texto. De preferencia da Sagrada Escritura, “Imitação de Cristo, ou um livro que nos tenha feito bem. evitar livros que não conhecemos e que vamos ler pela primeira vez.
3. Reflexão sobre o texto lido, confronto com a Palavra de Deus.
4. Colóquio afetivo. É o centro da oração. Um diálogo íntimo com Deus, abertura do coração, falar com Ele face-a-face. Amar e deixar-se amar por Deus.
5. Agradecimento pelos benefícios recebidos; descobrir em nós e nos outros as maravilhas operadas por Deus.
6. Oferecimento de si mesmo, propósito. Deus é o Senhor da nossa vida. A Ele devemos oferecer-nos e entregar-nos com docilidade como o barro nas mãos do oleiro. Quem ama compromete-se: O propósito é o nosso compromisso de fidelidade, a nossa resposta á fidelidade e aliança terna de Deus conosco.
7. Pedidos de ajuda ao Senhor. Conscientes da nossa fraqueza, pedimos força e coragem ao Espírito Santo para darmos testemunho da verdade. É o último agradecimento quando já estamos prontos de novo para a luta pelo Reino de Deus.
O método carmelitano é um caminho calmo, sereno. Até no silêncio Deus fala ao homem que o procura.
“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a sua voz? Quando é o coração que reza ele responde.” (C. 24,5).
Texto retirado do livro: Deixe-se Amar, Experiência de Deus com Teresa D’Ávila. Frei Patrício Sciadini, O.C.D.

publicado originalmente em:  http://pt.aleteia.org/2016/10/14/quer-aprender-a-rezar-com-teresa-davila/

(via Felipe Aquino)